A Utilização do Espaço Costeiro e Oceânico – Paulo Hagreaves

Utilizacao Espaco Oceanico

Texto gerado pelo Centro de Gerenciamento Costeiro do Núcleo Interdisciplinar UFRJMar da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil.

Autor: Professor DSc Paulo Hagreaves – Coordenador do Centro de Gerenciamento Costeiro

Publicação no blog: 14 de setembro de 2011

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Pesquisa Museu de Marinha Lisboa-Portugal/2011

https://mergulhocientificoufrj.files.wordpress.com/2011/09/relatorio_pesquisa.pdf

Relatório de Pesquisa Produzido para o Centro de Gerenciamento Costeiro do Núcleo Interdisciplinar UFRJMar da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil.

Autor: Professor MSc Rubem Pontes.

Publicado no blog: 12 de setembro de 2011

 

 

 

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1º Seminário Brasileiro de Mergulho Científico


O I Seminário Brasileiro de Mergulho Científico tem como meta reunir técnicos e cientistas que têm como principal atividade desenvolver pesquisas em ambiente subaquático. O objetivo é estabelecer bases para estruturação da ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS SUBMARINAS. Instituição voltada à organização do conhecimento que compreenda o universo do trabalho científico através do mergulho, atividade diferenciada conduzida em ambiente pouco conhecido e divulgado, quanto a sua importância científica e econômica.

A partir da década de 1950, com o uso do equipamento de mergulho autônomo, novos conhecimentos e especializações começaram a surgir, formando conceitos, definindo processos e métodos, limites e restrições de segurança. O mergulho entrou no mundo acadêmico com disciplinas voltadas a métodos e instrumentos de pesquisa, fisiologia, medicina hiperbárica, além da engenharia de equipamentos. Essa ação planejada se tornou o Mergulho Científico, a atividade de pesquisa submarina “in situ” nas diferentes áreas da oceanografia, mas o Brasil ficou fora desse processo.

Com a evolução do mergulho em diferentes áreas de oceanografia, construção, esporte e lazer, surgiram organizações voltadas a cada atividade, instituições de pesquisa e por fim as autoridades regulatórias. Os acidentes e condições de risco levaram à normatização e padronização de processos e métodos, a estruturação de laboratórios de pesquisa avançada e órgão de controle nacional, do uso de equipamentos e trabalho hiperbárico. Temas a serem discutidos no 1º SEMINÁRIO BRASILEIRO DE MERGULHO CIENTÍFICO, a ser realizado no UFRJ Mar.

SEMINÁRIO

 O I Seminário Brasileiro de Mergulho Científico foi realizado nos dias 10 e 11 de novembro de 2010 no auditório do UFRJ Mar, localizado no antigo hangar de hidroaviões da Ilha do Catalão, na Cidade Universitária, Ilha do Fundão – UFRJ.

OBJETIVOS

Durante o seminário foram analisadas as diferentes áreas de mergulho técnico e científico. Compreendendo as ações relacionadas com pesquisas de oceanografia física, geológica, biológica, aquacultura, a arqueologia.  O seminário identificou os processos e métodos de pesquisa subaquática, suas funções e formas de utilização, em diferentes níveis de especialização e aplicados para os objetivos científicos das diferentes áreas. Durante o seminário foram avaliados parâmetros mínimos de formação, qualificação e de informação do mergulho. Relacionados a cada nível de pesquisa, condições de risco, normas de segurança, certificação e critérios para publicação de pesquisas, projetos, medições e inspeções que inclua o mergulho técnico e científico.

PROGRAMAÇÃO

O seminário teve a duração de dois dias. No primeiro dia foram apresentados trabalhos voltados a técnicas de pesquisa científica nas diversas áreas, as propostas de níveis de formação e qualificação, e as normas de segurança, regulamentação e qualificação. No segundo dia foram discutidas as propostas, de programas de formação e qualificação, de padrões mínimos dos diferentes níveis de mergulho científico, conteúdo de publicações, as conclusões e recomendações.

PAUTA DE DISCUSSÕES

Durante o Fórum DPS’99 foram definidos programas completos de formação de mergulhadores em três níveis, nivelando as modalidades de mergulho científico, comercial e recreativo, que se mostrou inviável. Neste I SBMC o objetivo foi estabelecer parâmetros comuns de formação, levando a discussão sobre o ensino de processos científicos de pesquisa subaquática de forma integrada durante o curso de mergulho e os procedimentos e métodos em publicações. O que apontou a necessidade do programa de formação ser realizado ou supervisionado por cientistas, diferenciando o mergulho científico do recreativo ou comercial. Relevando a importância da iniciação científica de pesquisadores em treinamento, envolvidos em programas educacionais.

O processo de formação do mergulho científico não pode ser fundamentado no mergulho recreativo, como sugerido no IV CBO de Rio Grande. Nem no reconhecimento de padrões da ISO, ABNT ou WRSTC que se aplicam a empresas e serviços, ou na similaridade do mergulho comercial de inspeção de estruturas submarinas, que é certificado através da ABENDE.  O processo de aprendizado do mergulho científico compreende os métodos de pesquisa e a forma como deve ser planejado, no âmbito científico e tecnológico, assim como descritos e publicados.

A formação de qualificação do mergulhador científico deve ser definida com critérios acadêmicos, ementa específica diferenciada, buscando enquadramento no âmbito do MEC. A discussão se deve a comparação de equivalência ao de mergulho avançado correspondente aos padrões de credenciadoras estrangeiras de mergulho recreativo, representadas por empresas brasileiras. O mesmo com o treinamento de primeiros socorros, seguindo padrões e normas que devem ser reconhecidas no Brasil. Tem que atender as exigências do sistema de ensino e pesquisa universitária, que demanda uma autoridade formada por um conselho nacional, apontada no Fórum DPS’99.

A discussão se reporta a única instituição brasileira envolvida na atividade de mergulho, a CBPDS (Confederação Brasileira de Pesca e Desporte Subaquático) filiada ao COB, que segue os padrões da CMAS reconhecidos pela UNESCO. No Fórum DPS’99 serviram de base para definição dos níveis de formação de mergulho, assim como os do SENAI (comercial) e da NAUI (recreativo). O que levou a um maior nível de complexidade, além do que poderia ser considerado como padrões mínimos de formação e principal tópico de discussão do I Seminário Brasileiro de Mergulho Científico.

Nesse sentido é necessária a definição de parâmetros mínimos relacionados ao mergulho científico no âmbito internacional, para aceitação da certificação universitária brasileira junto a instituições de pesquisa submarina de outros países, considerando os seguintes conceitos:

Conceito de Mergulho Científico

Significa o mergulho executado como parte necessária da atividade científica de invetigação ou educacional, para trabalho cujo único objetivo é a pesquisa, o desenvolvimento científico. O mergulho científico exclui a execução de serviços associados ao mergulho comercial, como a instalação ou remoção de estruturas submersas, reparos em tubulação ou objetos similares, construção, corte e solda, ou uso de explosivos. Segundo a OSHA, “O mergulho científico é mergulho realizado apenas como parte necessária da pesquisa científica ou atividade de ensino, por funcionários cujo único propósito do mergulho é a realização de tarefas de investigação científica”.

Mergulho Instrumental de Pesquisa

O mergulhador científico deve ser treinado para usar esse instrumento com um nível de eficiência, que possibilite a total concentração na tarefa de investigação e pesquisa. Em todo mundo, a maioria das instituições científicas e universidades exigem formação e experiência especializada. Formação antes de autorizar os cientistas e pessoal de apoio à investigação, para realizar a pesquisa com equipamento autônomo ou outras tecnologias subaquáticas.

Função do Mergulho na Pesquisa

O objetivo do projeto usando o mergulho científico é o avanço da ciência. As tarefas do mergulhador científico são as de observador e coletor de dados e informações técnicas. O Mergulhador Científico, baseado na natureza de sua atividade, deve utilizar os conhecimentos científicos no estudo oceanográfico do ambiente subaquático, portanto, são cientistas ou cientistas em formação.

Diferencial de Busca da Ciência

O mergulho científico difere do mergulho recreativo e do comercial em vários sentidos, sendo o avanço da ciência o único objetivo. Para muitos mergulhadores recreativos, a emoção de respirar durante o mergulho e apreciar a vista panorâmica da vida sob o mar é em si a motivação para aprender a mergulhar. Os mergulhadores comerciais são trabalhadores da construção submarina especializados na montagem de estruturas e reparos de problemas.

Ações de Supervisão e Normas Subaquáticas

O mergulho científico tem características próprias que somente os mergulhadores de pesquisa conhecem e podem avaliar esse trabalho. A avaliação de especialistas reconhecidos é fundamental na formulação de medidas de apoio à pesquisa, definindo parâmetros de segurança e da eficiência de equipamentos mais adequados, assim como nos aspectos práticos e operacionais de emergência no fundo e superfície. A supervisão de equipe interdisciplinar deve ser criada com a função de gerenciamento operacional, incluindo avaliação de riscos com sistemas de proteção à segurança e saúde do cientista.

Necessidades de Autoridade e Conselho Regulador

No Brasil, com toda tradição marítima, o estudo dos oceanos continua em segundo plano através de poucas universidades, mesmo com a exploração submarina de petróleo. O conhecimento gerado nessa área está em poder de empresas multinacionais e na caixa preta da ANP, o meio acadêmico e instituições como o CNPq, CAPES, FINEP precisam conhecer o mergulho científico. Para que a nação chegue ao patamar dos países desenvolvidos nessa área precisamos de autoridade autônoma, com corpo acadêmico e comitês especializados, formando um conselho de reconhecido saber.   A situação atual é de alto risco, decorrente de atividades isoladas de mergulho científico em áreas remotas de costões e ilhas oceânicas, sem controle e supervisão adequada, sem responsabilidades atribuídas em caso de acidentes entre os executores, instituições ou organizações contratantes

CONCLUSÕES PRELIMINARES DO I SBMC

Em decorrência desse principais aspectos abordados como referências do mergulho científico internacional, que deixaram de ser abordados durante as apresentações e discussões do painel de mergulho científico do IV CBO em Rio Grande, optamos pela realização do I SBMC. Abordando os três fatores a seguir, gerando as seguintes recomendações:

1. Definição de níveis mínimos de padronização para formação de  pesquisadores de mergulho, especificando o que é iniciação científica, nível básico e avançado, referentes a qualificação de mergulhador, equivalência do científico e fatores de segurança, na apnéia e equipamento autônomo.

Recomendações discutidas:

Definir no programa de ensino e ementas (60, 120 hs ou mais) nas universidades e centros de pesquisa os cursos de formação de iniciação científica,  básico e avançado, partindo do aprendizado em apnéia ao mergulho autônomo básico e avançado, associados as funções de linhas de pesquisa específicas. Em princípio cursos com o mesmo conteúdo teórico, sendo diferenciado na prática o básico do avançado, evoluindo para o avançado nas diversas especialização,  como uso de misturas gazosas, condições de risco em ilhas oceânicas, cavernas e maior profundidade.

2. Definição de programas específicos de qualificação e normatização do mergulho científico referentes as especializações nos campos da oceanografia (física, geológica, biológica e outras) e arqueologia, além dos aspectos de segurança e riscos.

 Recomendações discutidas:

Os programas de especialização, aplicação dos métodos e técnicas devem ser ministrados por professores especialistas. O nível de iniciação científica pode ser associado a estágio ou complemento de matéria relacionada ao assunto no campo da oceanografia, sendo necessário a prática em apnéa e a introdução aos métodos científicos. O programa de nível básico inclui a apresentação os principais métodos e processos (quadrícula, transect, prancheta acrílica, foto e outros) com aplicação prática em apnéia e mergulho autônomo.

A integração do programa básico e avançado, incluindo os mesmos parâmetros na ementa e carga horária, e fica condicionada aos interesses de cada universidade, sendo o diferencial do básico e do avançado no total de horas praticadas. O reconhecimento do programa é condicionado a execução de diversas práticas, um teste de aptidão em mergulho livre (apnéia) na iniciação científica, provas teóricas e práticas nos níveis básico e avançado, planejando e descrevendo processos e métodos.

3. Definição de padrões e normas para as publicações que sejam reconhecidas como “pesquisa submarina” ou “mergulho científico”  apresentando um mínimo de informações consideradas relevantes.

Recomendações discutidas:

Será considerada publicação de mergulho científico ou pesquisa submarina os textos que incluírem além do tipo de mergulho (apnéia ou mergulho autônomo), as condições ambientais (turbidez, correntes, profundidade e outros), os tipos de equipamentos (quadract, transect, grades, corer, coletores, redes,  trena, câmeras e outros), descrevendo os procedimentos dos processos e métodos empregados na pesquisa. A descrição completa do que resultou da aplicação de processos e métodos desses mergulhos no desenvolvimento da pesquisa.

QUESTÃO DA CERTIFICAÇÃO DE ESPECIALISTA

 A questão da certificação foi discutida devido a interesses  particulares de pesquisadores em relação as franquias norte-americanas que oferecem cursos de mergulho (NAUI, IANDT, PADI e outras) e a europeia CMAS vinculada a CBPDS.  Os tópicos dessa questão estão definidos e esclarecidos na proposta de criação da ABCS – Academia Brasileira de Ciências Subaquáticas, visando o reconhecimento da AAUS – (Academia Americana de Ciências Subaquáticas), e do ECSD (Comitê Europeu de Mergulho Científico) e servindo de guia para o programa do UFRJ Mar.

Na UFRJ, como instituição pública federal, desde o Fórum DPS’99 buscou parâmetros desvinculados de interesses comercias. Sendo nesse processo identificado o programa de mergulho científico da CBPDS/CMAS, reconhecido pela UNESCO, AAUS e União Européia, que vem certificando o mergulho científico de oceanografia e arqueologia. Reconhecido por governos de Portugal, Espanha, México e outros países do leste europeu. As franquias de certificadoras norte-americanas não oferecem o curso de mergulho científico, mas assim como a CMAS, a NAUI e PADI oferecem cursos de especialização que podem ser aplicados na iniciação científica. Em geral os programas de ensino de mergulho básico e avançado são similares em todas as certificadoras, facilitando a definição de padrões mínimos, como ocorre entre as universidades europeias e norte-americanas.

A discussão durante o seminário variou sobre a disposição dos itens, a organização do programa de ensino e ementa, que deve ser definida e aprovada por consenso. Conforme acordo durante o seminário, para os cursos de iniciação científica, de formação básica e avançada, a ser encaminhada ao MEC, CNPq, CAPES, FINEP, DPC/MB e SECIRM, baseada nos seguintes tópicos:

Componentes do Conhecimento Teórico e Entendimento em:

1. Física e fisiologia do mergulho, causas e efeitos de problemas ocorridos por descuidos e seu controle;

2.  Problemas específicos associados ao mergulhos em profundidade maior que 30 metros, cálculos de demanda de ar e uso correto de tabelas de descompressão;

3. Equipamentos, incluindo computadores de mergulho e procedimentos de uso de forma segura;

4. Procedimentos de emergência e administração para situações inesperadas;

5. Princípios para planejamento de mergulhos;

6. Aspectos legais e responsabilidades relevantes do mergulho científico.

Componentes de Competência e Eficiência em:

1. Primeiros socorros em mergulho, incluindo CPR e administração de oxigênio em acidentes;

2. Técnicas de salvamento do mergulhador e manejo operacional de acidentes;

3. Uso e manutenção apropriados para cada tipo de equipamento de mergulho autônomo;

4. Operações básicas com pequenas embarcações e equipamentos de navegação;

5. Supervisão de operações de mergulho.

Resumo de Componentes Técnicos do Mergulho Científico:

1. Métodos de busca;

2. Métodos de inspeção, de superfície e sub-superfície, acurada capacidade de localização e marcação de objetos ou locais;

3. Uso básico de bolsas de elevação, para transporte  de objetos em escavações e amostragens;

4. Trabalhos de pesquisa onde sejam utilizados transects e quadrats de amostragens, e também trabalhos básicos que utilizem cabos e cordas;

5. Métodos de navegação subaquática usando técnicas adequadas;

6. Técnicas de registro em filmes fotográficos ou de vídeo;

7. Técnicas de amostragem apropriadas para diferentes disciplinas de finalidades científicas.

Experiência Prática em Pesquisa Subaquática:

Comprovar a realização de 40 (eram 70) mergulhos mar aberto, incluindo um mínimo de:

20 mergulhos com tarefas científicas supervisionadas por instituição reconhecida;

10 mergulhos entre 15 e 24 metros;

5 mergulhos com profundidades maiores que 25 metros;

12 mergulhos nos últimos 12 meses, incluindo, nestes últimos, pelo menos 6 com tarefas ou finalidades científicas;

  • Todas as comprovações devem estar necessariamente registradas em livros de registro de mergulhos aceitos nacionalmente, e assinados por pessoas qualificadas.
  • Nenhum dos itens acima mencionados exclui a possibilidade de se requerer a demonstração prática ou teórica de alguma ou de todas as habilidades anteriormente descritas.

RECOMENDAÇÕES

A principal questão a ser solucionada em curto prazo é a definição da “Identidade Nacional” nesse processo de organização do mergulho científico no Brasil, diante da disputa das empresas de franquia de cursos de mergulho recreativo buscando acesso a esse novo mercado. A necessidade de definição de padrões nacionais é urgente, em se considerando o processo de normatização de atividades que envolvem mergulho científico, por parte de universidades e órgãos públicos em áreas protegidas e unidades de conservação. Como as exigências da SECIRM no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, que incluem no item 3. Normas Gerais, 3.2. b) Cópia autenticada da documentação comprobatória da qualificação mínima exigida (Curso avançado de mergulho autônomo, Curso de Primeiros Socorros e Curso de Resgate). Na norma falta referências ao detalhamento dos compentes desses cursos, ficando os responsáveis pelo planejamento das pesquisas sem referência de como estão definidos, a quem compete o credenciamento, como e por quem foi elaborda essa norma.

Outra questão é a conscientização dos professores sobre a necessidade da competência e qualificação nas operações de mergulho, nem sempre nas condições mais adequadas, sujeitas a mudanças climáticas e condições de mar de alto risco. A responsabilidade deve partir da instituição, universidade ou centro de pesquisa, exigindo dos professores formação, qualificação e treinamento adequado para as funções do mergulho científico, em diferentes circunstância e condições de mar, fornecendo cursos em diferentes níveis de iniciação científica aos mais avançados.

COLABORADORES

 

COMISSÃO ORGANIZADORA                            

Arduino Colasanti

Alejandro Echeverria

Fernando Amorim

Leandro Pessoa

Paulo Hargreaves

Paulo Mattos

Theodoro Netto

Vinícius Ribeiro

 

COMISSÃO TÉCNICA DE INSTRUTORES

Luis Otávio Cunha MSc (CMAS)

Heitor Frossart  DSc  (NAUI)

Marcos Pedreira (NAUI)

Paulo Mattos MSc (NAUI)

Paulo Oliveira (CMAS)

Ramon Noguchi MSc (PADI)

Paulo Hargreaves DSc (CMAS) – Relator

 

COORDENAÇÃO EXECUTIVA

Leandro Pessoa

Paulo Mattos

Paulo Hargreaves

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Laboratório de Pesquisa de Recifes

APRESENTAÇÃO

 

Os recifes são têm múltiplas funções ecológicas de proteção. Oferecem superfície de aderência para várias espécies e influem na dinâmica dos mares, alterando as correntes, provocando mistura de nutrientes na água, beneficiando a produção primária e enriquecendo a cadeia alimentar. Concentram mais formas de vida que qualquer outro ecossistema marinho, devido a esses importantes fatores, os estudos da construção de recifes com suas diferentes funções, vêm evoluindo desde a antiguidade.

Os diferentes tipos de recifes, lajes e costões rochosos servem como abrigo e fonte de alimento para cardumes e espécies estacionárias, assim na proteção da faixa costeira. Destacando a grande diversidade e fertilidade, com a ocorrência de algas, peixes, moluscos, crustáceos e outras espécies de importância ecológica e múltiplos usos de valor socioeconômico.

Desde o início do Século XX mergulhadores cientistas estudam os sistemas de recifes dos mares tropicais. No Brasil, onde a atividade de pesquisa submarina é recente, ainda pouco se conhece desses ambientes, os sistemas de recifes mais importantes estão sob alguma forma de proteção. Atualmente existem organizações internacionais trabalhando na proteção dos recifes, formando banco de dados desses frágeis ecossistemas. Outras organizações proativas vêm promovendo a construção de recifes com múltiplos usos e funções, visando à pesca e mergulho e formação de ondas.

PROPÓSITO DE PESQUISA

A motivação do Laboratório de Pesquisa de Recifes LPR/UFRJ mar é o conhecimento da dinâmica dos recifes. A busca do aproveitamento de recursos oceânicos da bioprodução e de sistemas de proteção e recuperação da orla. Organizar informação interdisciplinar voltada ao ensino universitário e técnico profissional sobre recifes. Seus aspectos oceanográficos, ecológicos, culturais, econômicos, esportivos e turísticos, relacionados aos sistemas insulares, recifais e costões rochosos.

Nas últimas décadas recifes artificiais evoluíram na maricultura extensiva e nos sistema de proteção de praia, com funções de surfe ou mergulho, integrado a recuperação da faixa litorânea. Restaurando e repovoando os ambientes de baixa fertilidade ou recuperando os corais degradados pela pesca de arrasto e intempéries. A missão do Laboratório de Pesquisa de Recifes é desenvolver e divulgar esse conhecimento através de estudos, pesquisas, projetos e cursos especializados, com programas de construção e restauração de recifes. Integrando o conhecimento e definindo os novos rumos das pesquisas de recifes e regulamentação da instalação dos sistemas de recifes.

INICIATIVAS DE ESTUDO E PESQUISA

 Através da história os recifes vêm sendo utilizados como fonte de alimentos, principalmente na coleta de moluscos, crustáceos e peixes. A origem da construção de recifes vem da antiguidade e confunde-se com a aquacultura. No Império Romano, a construção de recifes como molhe ou quebra-mar para proteção da orla, servia de ancoradouro e para cultivo de ostras. Outros estudos de tribos litorâneas indicam o uso de diversos materiais para concentração de peixes e crescimento de moluscos. No Brasil as ramadas de troncos, galhos e pedras lançadas ao mar para atrair peixes eram denominadas “pesqueiros” ou as “marambais” dos pescadores no nordeste.

As instalações de estruturas são reconhecidas devido à eficiência na defesa da faixa costeira e portos, com agregação de vida marinha. Abrindo o campo de pesquisa de recifes para proteção da orla e estuários, formação de ondas para surfe, atrativo de mergulho e projetos integrados de fazendas marinhas. A importância dos recifes no mundo demandou pesquisas de suas funções básicas de proteção e geração de biomassa. Constatando eficiência na bioprodução, controle da pesca predatória, defesa e regeneração da orla deteriorada por intempéries e construção desordenada na faixa natural de proteção da praia.

Os sistemas de recifes são importantes na ocupação funcional de espaços menos produtivos da plataforma continental, gerando produtos, serviços, com empregos e renda. A eficiência de recifes construídos depende de estudos oceanográficos, situação da área de instalação e projeto de estrutura adequada, para cada condição ambiental e efeitos planejados. Correntes, transporte de sedimentos, tipos de solo determinam as condições propícias, indicando parâmetros para o projeto da estrutura.

NECESSIDADE DE CONSTRUÇÃO DE RECIFES

Os possíveis efeitos do aquecimento global associados com a diminuição do aporte dos rios, intervenções e obras inadequadas na faixa costeira, exigem estratégias modernas de proteção.  No mar a pesca predatória, principalmente de arrasto, está levando ao esgotamento da capacidade de regeneração dos estoques, formando quadro caótico para sustentabilidade sócio-econômica de uso dos recursos vivos. Diante desse cenário da faixa costeira e plataforma continental, a construção de recifes aponta como principal alternativa para recuperação e proteção de áreas degradadas.

O intercambio de pesquisa de recifes artificiais começou em 1974, durante um congresso em Huston. Atualmente os técnicos, construtores, cientistas e profissionais, estudam a situação de risco dos recifes naturais, buscando soluções e opções de construção de recifes. As motivações do LPR/UFRJmar estão evidências na deterioração dos recifes, nas alterações no nível do mar e pesca predatória. Observada na destruição da orla em escala mundial e na diminuição dos estoques pesqueiros, levando ao desenvolvimento tecnológico, aplicando tecnologias avançadas de construção oceânica de produção de petróleo, que indicou a importância da construção de recifes para concentração de cardumes.

ABRANGÊNCIA DO PROGRAMA INTERDISCIPLINAR

A proposta principal do LPR é propiciar condições para que se desenvolvam áreas de interesse da pesquisa de recifes em processos e métodos, engenharia de construção, instalação e logística. Incluindo programas executivos de planejamento, apresentando suas contribuições. Para isso é necessário a participação de técnicos, empresas e usuários, no desenvolvimento de planos interdisciplinares de ensino e pesquisa na construção, inspeção e medição da eficiência dos tipos de estruturas e condições ambientais.

Os resultados de estudos e pesquisas do LPR são de fundamental importância para uma regulamentação adequada. Enquanto se discute no âmbito nacional e internacional o processo de adoção de recomendações da FAO (Food and Agriculture Organization), Nações Unidas, assim como da IMO (International Maritime Organization), para o descomissionamento de navios, plataformas, estruturas oceânicas e equipamentos. Novas propostas considerando a necessidade de medidas efetivas, de proteção do espaço submarino e uso mais adequado dos recursos costeiros para a pesca responsável, aquacultura e o múltiplo uso sustentável.

O programa inclui estudos de ativos ambientais dos benefícios da construção de recifes de pesca, de molhes ou quebra-mar. Considerados na definição de metas de proteção da pesca artesanal, da orla e de múltiplas funções, mais adequadas ao uso sustentável frente ao aumento do nível do mar, verificado e discutido em todos os continentes. O Brasil nas últimas décadas desenvolveu tecnologias avançadas de construção e instalação oceânica, no entanto poucos projetos visam o aumento da pesca ou a proteção costeira.

PROPOSTAS DE ATUAÇÃO

 O LPR busca contribuir no processo tecnológico em parceria com pesquisadores e construtores buscando resultados e eficiência. Integrando conhecimentos e visando o aproveitamento de tecnologias em benefício do múltiplo uso de recursos costeiros e oceânicos, considerando a complexidade e interdisciplinaridade do estudo de recifes. O programa do LPR inclui as principais áreas de interesse e demandas do setor de pesquisa e construção, visando resultados de consenso e novas perspectivas para o seu desenvolvimento.

 Os estudos e pesquisas dos sistemas recifais englobam várias disciplinas, envolvendo especialistas em diferentes áreas, o que implica em logística organizacional e gerencial adequada ao cumprimento de propostas e metas.  Nesse sentido o objetivo do LPR é criar condições propícias para que o conhecimento seja organizado em banco de dados, atendendo a demanda de acordo com a realidade regional e interesses comunitários, compreendendo os seguintes tópicos:

 Ensino & Pesquisa: Promover cursos e pesquisas divulgando o conhecimento dos recifes em escolas e universidades, nas comunidades interessadas e sensibilizadas. Indicar os possíveis benefícios sociais e ambientais dos recifes e costões, assim como participar na discussão de diferentes questões que influenciam no conhecimento dos recursos naturais costeiros e oceânicos.

Parcerias: Buscar cooperação de instituições, lideranças e empresas, encorajando parcerias com objetivos educacionais, profissionais e culturais de ensino, pesquisa, conservação, restauração e construção de recifes, promovendo a importância dos recursos costeiros e oceânicos.

Organização Social: Os recursos marinhos são bens comuns de uso público que devem ser administrados por consenso, em harmonia com grupos de interesse, através de programas comunitários supervisionados com imparcialidade. Os objetivos devem ser claros e compreensíveis, visando medidas e planos de manejo, especificados em projetos de monitoramento, preservação, restauração e construção de recifes, diferenciando medidas consensuais com resultados de curto e longo prazo.

Sustentabilidade: A conservação e utilização sustentável dos recursos costeiros dependem de ações participativas de desenvolvimento e controle. Medidas somente restritivas têm demonstrado pouca eficiência e conflitos, exigindo novos paradigmas com formas gerenciais que propiciem o aumento do volume de recursos e usos sustentáveis. Essas ações devem ser organizadas visando atender o maior número de usuários com maior volume de recursos, o que implica na conservação, restauração e criação de novos sistemas de recifes em áreas menos férteis ou degradadas pela pesca predatória.

Recifes construídos com equipamentos descartados e instalados em Rio das Ostras – RJ

PRINCIPAIS OBJETIVOS

  •  Desenvolver estudos e pesquisas nos recifes, compreendendo os aspectos oceanográficos e ecológicos de crescimento, reprodução, conservação e recuperação de áreas degradadas;
  •  Desenvolver projetos de construção de recifes, dinâmica dos mares bioprodução, engenharia e áreas afins, necessárias ao planejamento e instalação de sistemas de recifes e múltiplos usos;
  •  Oferecer cursos de curta e longa duração sobre os diferentes tópicos que envolvem a pesquisa, conservação, manejo, planejamento, construção e instalação de recifes;
  • Promover o intercâmbio entre profissionais da área de planejamento e construção de recifes de proteção e enriquecimento, propiciando novos subsídios à pesquisa, ao ensino e extensão (intercâmbio universitário/ órgãos ambientais/ empresas/ comunidade);
  • Estabelecer fórum de discussões para estudantes, profissionais, instituições públicas, privadas e empresas sobre conservação e usos sustentáveis de sistemas recifais;
  • Promover encontros e estudos socioeconômicos de gerenciamento costeiro para construção de recifes de proteção de praias, pesca submarina e formação de ondas para surfe;
  • Promover junto ao governo e empresas de petróleo, estaleiros e companhias de navegação, formas de incentivo e contrapartidas para estimular o descomissionamento de estruturas e navios visando a construção e instalação de recifes artificiais.
  • Estimular a discussão sobre legislação na área de preservação, recuperação e construção de recife incluindo aspectos de importância social de funções de múltiplos usos; e
  •  Orientar a difusão do conhecimento de preservação de recifes e uso sustentável com técnicas tradicionais e novas formas de transmissão do conhecimento, incluindo o ensino à distância.

ATIVIDADES TÉCNICO-CIENTÍFICAS

A construção de recifes deve ser discutida em seus aspectos científicos e práticos, propiciando a atualização e difusão do estado da arte e domínio do conhecimento, independente do nível de desenvolvimento técnico-científico. O LPR busca a participação de especialistas ligados ao ensino e pesquisa, profissionais ligados a órgãos ambientais e setoriais, a iniciativa privada e organizações não-governamentais. Em razão da diversidade de temas e de características regionais dos ambientes marinhos e dos recursos, o LPR oferece programação técnico-científica adequada, separada em quatro modalidades:

Programa de Iniciação – Inclui cursos básicos atendendo ao estudante interessado no conhecimento em temas sobre recifes, para aprendizado geral, início de vida acadêmica ou profissional. Os mini-cursos ou palestras são ministrados por especialistas convidados para o tema enfocado.

Curso Técnico e Científico – Visa atender exclusivamente aos estudantes ou profissionais graduados, envolvendo temas de aplicação científica ou profissional. Os cursos técnicos e científicos são ministrados por professores ou profissionais, convidados pela organização para o tema a ser enfocado em cada caso, com de duração específica para cada tema.

Trabalhos Técnico-Científicos – Tem como objetivo propiciar aos pesquisadores e profissionais vinculados aos setores públicos e privados, assim como ao terceiro setor, alternativas para o desenvolvimento de pesquisas e trabalhos técnicos, buscando os mais recentes avanços no conhecimento dos recifes. A participação nesses trabalhos é aberta os profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação da área das ciências do mar.

Reuniões Técnicas – Encontros para avaliar e discutir resultados de pesquisas em andamento e concluídas sobre temas de interesse coletivo, as políticas para o setor e os avanços no conhecimento que se espera alcançar nos próximos anos. Participam dos encontros pesquisadores convidados pela organização.

Palestras e Conferências Científicas – Propiciar o conhecimento sobre novas metodologias, técnicas de pesquisa e recentes alterações das políticas nacionais e internacionais. As palestras e conferências são organizadas com a participação de expositores, pesquisadores e autoridades governamentais.

PROGRAMAS DAS ÁREAS DE ESTUDO E PESQUISA

  • Política de Manejo de Instalação de Recifes;
  •  Política Nacional, regulamentação e aspectos legais;
  • Avaliação das recomendações da FAO/UN e IMO/UNEP e os efeitos na proteção da orla, controle e enriquecimento da pesca;
  • Planos de gerenciamento costeiro responsável de recifes artificiais;
  • Aplicações para enriquecimento, proteção e recuperação;
  • Organização do setor de construção, acionistas e responsabilidade social;
  • Impacto socioeconômico de recifes artificiais, planos de financiamento, métodos de valoração e contabilidade para estudos de mitigação e compensação;
  • Ativos ambientais da indústria de petróleo e evolução de sistemas de aquacultura em mar aberto;
  • Planos de gerenciamento da construção de recifes nas perspectivas locais, estaduais, regionais e planos nacionais, para direitos, propriedade e outras demandas;
  • Necessidades de restauração e sustentabilidade da orla, portos, canais de navegação, áreas de reprodução, santuários e prática do surfe.

 2.    Planejamento e Construção de Sistemas de Recifes

  • Planejamento governamental e privado de localização de recifes artificiais;
  • Utilização de recifes artificiais para pesca, mergulho e outras múltiplas funções;
  • Avanços em métodos de engenharia de construção, montagem e logística;
  • Funções de design e aplicação de recifes para enriquecimento e proteção costeira para recuperação de áreas de reprodução e áreas fechadas de pesca seletiva;
  • Múltiplos usos de mergulho recreativo e surfe;
  • Recifes de proteção de surfe e outros usos de quebra-mar para portos, canais de navegação e circulação de fluxo de marés em lagoas;
  • Flutuantes atratores de peixes (FADs);
  • Sistemas de recifes para fazendas marinhas abertas de propagação de peixe.

 3.    Metodologias de Pesquisa Subaquática de Recifes

  •  Métodos de pesquisas oceanográficas para localização de recifes e monitoramento;
  • Revisão das funções e ecologia de recifes artificiais;
  • Técnicas de pesquisa e medição de como os recifes atingem seus objetivos;
  • Métodos de pesquisa subaquática de monitoramento, coleta de espécies e amostras de fundo;
  • Protocolos, processos e métodos de levantamento biológico antes e após a instalação de recifes;
  • Métodos específicos para avaliação visual sobre comportamento, organismos bentônicos, peixes, enriquecimento, recrutamento, produção e reprodução;
  • Nível EFH, ecologia e economia das espécies comerciais, esportivas e visuais de mergulho;
  • Determinação de como o recife artificial atende exigências de ciclo de vida e ecologia;
  • Condições oceanográficas, engenharia e ecologia de modelos e sistemas de recifes como habitat essencial para espécies escolhidas;

 4.    Funções e Materiais de Projetos de Recifes

  •  Avanços no design de estruturas, materiais, montagem, hidrodinâmica e engenharia de módulos unitários e de montagem;
  • Integração de especificações de modelo com seleção de materiais, engenharia, oceanografia, biologia e hidrodinâmica;
  • Modelos de estruturas para espécies escolhidas e aquacultura;
  • Inovações e materiais de flutuantes atratores de peixes (FADs);
  • Estruturas de múltiplo uso projetadas para enriquecimento, proteção e funções específicas;
  • Reutilização de materiais com modelo adequado para áreas escolhidas;
  • Tipos de substrato e concentração de biomassa;

 5.    Descomissionamento de Estruturas para Construção de Recifes

  •  Classificação de materiais e equipamentos desativados para uso como recifes artificiais;
  • Efeitos das recomendações da IMO/UNEP no descomissionamento para construção de recifes;
  • Regulamentação de construção, montagem e instalação de estruturas reutilizadas;
  • Mitigação de impactos da indústria do petróleo através da reciclagem para melhoria da pesca;
  • Manejo de estruturas e materiais de plataformas de petróleo, navios e tubos para aplicação como recifes artificiais;
  • Processos e métodos de reutilização e reciclagem de estruturas e materiais

 6.    Inspeção de Estabilidade e Ecologia de Estruturas

  •  Técnica de levantamento e medição como as estruturas interagem com o ambiente e atinge os objetivos projetados;
  •  Métodos de avaliação e medição do volume da população de peixes e invertebrados para análise econômica, gerencial e efeitos ambientais;
  • Estudos de hidrodinâmica, estabilidade e efeitos de transporte de sedimentos;
  • Métodos de inspeção de estruturas, fotos, edição de vídeo para concreto, aço e outros materiais;
  • Regulamentação de métodos de inspeção e monitoramento para avaliação de eficiência dos recifes artificiais;
  • Imagens de inspeção aplicada a pesquisas de biomassa e biológica;
  • Métodos de pesquisa subaquática para dados oceanográficos, monitoramento, coleta de espécies, amostras de fundo e edição de foto e vídeo.

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